sexta-feira, 29 de abril de 2011

Tubarões, raias e peixes podem sumir em poucos anos, diz estudo

Um novo estudo afirma que 40 espécies marinhas que vivem no Mediterrâneo podem desaparecer dentro de poucos anos. Na lista dos que correm risco de extinção, devido à pesca irregular, poluição e perda de habitat, estão o tubarão e a raia e mais 12 tipos de peixes ósseos como atum-azul, robalo, pescada e garoupa.
O relatório é assinado pela organização suíça IUCN (International Union for Conservation of Nature), que reúne ambientalistas de mil grupos espalhados em 160 países.
"As populações do atum-azul no Mediterrâneo e no Atlântico Leste são uma preocupação em especial", diz o coordenado Kent Carpenter, da IUCN.
Segundo ele, a capacidade de reprodução do atum-azul diminuiu ao longo das últimas quatro décadas de pesca intensiva por barcos japoneses.
O Japão responde por 80% do consumo de peixes das duas regiões. O atum-azul, além de ser muito apreciado no preparo de sushi, é comercializado por preços elevados. Um com 342 kg já foi negociado por US$ 396 mil no mercado de Tsukiji, o maior leilão de peixes do país.

A pesca no Mediterrâneo é regulada por tratados das Nações Unidas, a União Europeia e leis individuais assinadas com 21 nações.
Em novembro de 2010, a Comissão Internacional de Conservação de Atum do Atlântico votou pela redução anual de 4% da pesca --de 13.500 toneladas métricas para 12.900.
Os ambientalistas, contudo, afirmam que a medida não é suficiente e defendem a suspensão total da pesca.


Comentário:
Não acho que haja um grande problema no consumo de peixes, mas quando há o risco de 40 espécies marinhas desaparecerem em poucos anos, o problema já é outro. Será que não existe outra fonte de alimento para o ser humano além de peixes que podem ser extintos? Sim há. Mas a cultura talvez faça com que esqueçamos que peixes são seres vivos, merecem nosso respeito e que nós como pessoas com conhecimento sabemos que existe outras formas de alimento para nós. Acredito que o melhor é a suspensão total da pesca.

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