terça-feira, 29 de novembro de 2011

Clima extremo aumentará pobreza no mundo, diz ONG

A população pobre será uma das mais prejudicadas com o clima extremo previsto para os próximos anos pela ONU, comentou a conselheira para assuntos políticos da ONG Oxfam, Kelly Dent, nesta terça-feira.

O anúncio foi feito após a agência de meteorologia da ONU, a WMO (World Meteorological Organization), ter divulgado seu relatório sobre o clima global em 2011, que apontou o ano como o décimo mais quente, além de uma redução na extensão do gelo do Ártico.
"O ano de 2001 foi marcado pelo clima extremo que puniu os pobres do mundo e colaborou para enviar milhões à fome e à pobreza", disse ela.
A conselheira lembrou que as enchentes na Ásia mataram mais de 1.100 pessoas e fizeram com que o preço do arroz no Vietnã, um dos itens básicos da alimentação na região, subisse cerca de 30%.
"O tempo e a elevação da temperatura são uma ameaça às pessoas vulneráveis no mundo", salientou.
Nesta semana, a ONG fez fez um alerta sobre as implicações da mudança climática na abertura da COP-17 (17ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas), na segunda-feira, em Durban, na África do Sul.
Segundo o Oxfam, o abastecimento alimentar pode ser prejudicado em nível global, com impacto nas colheitas e nos preços dos alimentos, provocando a escassez de comida, desestabilizando os mercados e precipitando a alta dos preços.
O estudo lista como exemplos a seca no Chifre da África, que causou a maior crise humanitária das últimas décadas, os tufões do Sudeste Asiático, no Vietnã e Tailândia, assim como os incêndios em Rússia e Ucrânia.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1013720-clima-extremo-aumentara-pobreza-no-mundo-diz-ong.shtml
Comentário:

É triste ver que os primeiros a serem afetados pelo aquecimento global sejam as pessoas mais pobres que as vezes nem tem culpa do que é causado pelos outros.

Brasil tentará consenso para salvar Protocolo de Kyoto em Durban

O Brasil quer evitar, durante a conferência anual de clima da ONU, em Durban, que o Protocolo de Kyoto "morra". A afirmação é do embaixador André Corrêa do Lago, diretor do departamento de Meio Ambiente do Itamaraty.

A preocupação do Brasil tem como base as ameaças de que Rússia, Japão e Canadá abandonem o conjunto de compromissos para reduzir as emissões de gases do efeito estufa que diferencia países desenvolvidos dos emergentes, a exemplo dos Estados Unidos, que não ratificaram o tratado por temerem prejuízos econômicos e por discordarem da isenção às economias emergentes.
O Protocolo de Kyoto, aprovado em 1997, obriga quase 40 países desenvolvidos a reduzirem suas emissões de gases do efeito estufa.
O protocolo expira em outubro de 2012, antes da conferência anual sobre o clima do ano que vem, marcada para novembro.
"Se deixar morrer Kyoto, há praticamente um consenso de que você nunca mais vai chegar a um acordo total", disse o embaixador a jornalistas.
Dentre os pontos que o Brasil irá defender na conferência, que ocorrerá em Durban, na África do Sul, entre 28 de novembro e 9 de dezembro, estão a aprovação do segundo turno de compromissos do Protocolo de Kyoto, e a discussão de um "molde" para o Fundo Verde, idealizado em 2010 para financiar os esforços ambientais de países em desenvolvimento.
Um dos obstáculos citados por Lago que influencia diretamente na concretização do Fundo é a atual crise econômica internacional.
Segundo o embaixador, a crise "inegavelmente tem um impacto preocupante", uma vez que as negociações climáticas envolvem os aspectos econômicos dos países.
Uma série de embates envolve a discussão sobre a continuidade do Protocolo de Kyoto. Países em desenvolvimento defendem que os ricos assumam a liderança no corte de emissões, enquanto países como o Japão ameaçam deixar o protocolo se grandes emissores como China e EUA não tiverem metas obrigatórias.
De acordo com Lago, a União Europeia pode ser um aliada do Brasil, pois "tem interesses" no avanço da negociação sobre Kyoto.
Entretanto, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse na quarta-feira que países emergentes, como Brasil, Índia e China, precisam reduzir suas emissões de efeito estufa.
A expectativa para o encontro entre 200 países em Durban é de que apenas medidas modestas sejam tomadas para cortar as emissões de gases do efeito estufa, apesar dos alertas dos cientistas e de que as condições climáticas extremas provavelmente irão se intensificar em decorrência do progressivo aumento na temperatura do planeta.


Comentário:

Com certeza se o Protocolo de Kyoto terminar antes de ser selado outro acordo, será muito difícil de se estabelecer outro. Os países ricos só pensam em suas próprias economias, isto é fato, esquecem que podem ser ricos mas vão sofrer as consequências de sua ganancia tanto quanto qualquer um na Terra.

Grandes empresas anunciam adesão à energia de fonte eólica

O Deutsche Bank e a Bloomberg se comprometeram nesta sexta-feira a obter 25% de sua energia dos ventos. Todas passarão a exibir um selo para destacar a adesão à energia eólica.
A ideia do selo, que será denominado "WindMade" (feito de vento), foi anunciada pela primeira vez no Fórum Econômico Mundial de Davos, em 2010.
"Acreditamos em dar o exemplo. Aumentamos o uso de energia limpa de 7% para 65% nos últimos quatro anos", afirmou Sabine Miltner, do Deutsche Bank.
"O [selo] WindMade é um passo importante rumo à transparência dos mercados e estamos contentes por nos unirmos a esta nova associação", acrescentou.
As empresas podem usar o selo se pelo menos um quarto de sua energia for eólica. Ele também estabelecerá a proporção de energia eólica na empresa, especificando se sua participação é global, regional ou em m único estabelecimento.
"O governo fez a sua parte e agora depende da comunidade empresarial demonstrar liderança e compromisso com o desenvolvimento de energia limpa. O selo WindMade nos dá um mapa para alcançarmos isto", afirmou Curtis Ravenel, da Bloomberg.
As companhias Method, Better Place, Widex, Droga5, G24 Innovation, Engraw, RenewAire, TTTech, Vestas Wind Systems e PwC DK também fazem parte da iniciativa.



Comentário: 

Se todos tentassem pensar um pouco mais em nossos recursos que não agridem tanto  a natureza, o planeta talvez não estivesse tão agredido.

Organismo unicelular com mais de 10 cm vive no Pacífico

Pesquisadores que voltaram de uma expedição a Fossas das Marianas, no oeste do Pacífico, afirmam que o local abriga organismos unicelulares de mais de 10 cm de comprimento.
Cientistas do Instituto de Oceanografia Scripps, da Universidade da Califórnia, em San Diego, mergulharam câmeras subaquáticas de alta definição, colocadas em bolhas feitas de vidro grosso para suportar a pressão extrema, a fim de captar vídeos dessas criaturas a uma profundidade de 10 mil metros.
Os organismos unicelulares, conhecidos como xenofióforos, são as maiores células individuais que conhecemos no mar profundo, segundo a oceanógrafa do Scripps, Lisa Levin, que flagrou as criaturas no vídeo.
Os xenofióforos muitas vezes atuam como "habitat de estrelas do mar, crustáceos, minhocas e amêijoas [moluscos]", disse ela. "Eles agem como pequenos edifícios residenciais."
Isso significa que, com mais pesquisas, os cientistas poderão ser capazes de identificar mais organismos que vivem nas profundezas do leito oceânico, de acordo com ela.
Esse conhecimento também pode ajudar os cientistas a compreender outras partes do Sistema Solar.
"A Nasa [agência espacial americana] acredita que pode haver uma analogia entre o que encontramos no fundo dos oceanos e o que, potencialmente, poderia ser encontrado na lua de Júpiter chamada Europa", afirmou Kevin Hardy, engenheiro cientista do Scripps que participou da expedição.
O grupo foi parcialmente financiado pela Nasa, e a pesquisa ainda não foi publicada em um periódico científico.



Comentário:

Não pensaríamos primeiramente que o estudo sobre as profundezas do oceano na Terra poderiam ajudar a descobrir um pouco mais sobre o que existe fora dela. Mas acho que antes de pensar nisso, deveríamos tratar de cuidar de nosso planeta, que fazemos questão de destruir, em vez de tentar descobrir o que há no universo.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Expedição inédita investiga fundo do mar Morto

A agência de notícias Reuters divulgou nesta segunda-feira fotos da expedição inédita no mar Morto.
Neste ano, cientistas descobriram fontes de água doce saindo de crateras com cerca de 5 a 8 metros quadrados de profundidade, além de uma "mistura" de micro-organismos que vivem em fissuras no fundo do mar. Detalhe: em quantidades e variedades surpreendentes que animam os exploradores.

Os trabalhos estão sendo realizados em parceria por duas equipes: os alemães do Instituto de Microbiologia Marinha Max Planck e os israelenses da Universidade Ben Gurion.
O mar Morto está desaparecendo rapidamente. A cada ano, ele perde cerca de 1 metro de água em forma de vapor. Parte do problema é o rio Jordão, que abastece o mar Morto, mas cujas águas estão sendo exploradas para consumo humano.
A pesquisa atual pretende medir a capacidade das fontes de gerar água doce para o mar Morto. Apesar de as águas dele serem as mais salinas do mundo, ele é composto também de água doce.


 Comentário:
Mais um caso em que a ação humana interfere radicalmente na natureza, com toda a tecnologia que possuímos hoje em dia, deveriam ser mais controladas as ações humanas nestes casos para que posteriormente as consequências sejam menores.

Paraná cancela licença ambiental para fábrica de R$ 100 mi

O governo do Paraná cancelou, na última sexta-feira (21), a licença ambiental que havia sido concedida à multinacional Subsea7 para a instalação de uma fábrica de dutos submarinos, utilizados na exploração de petróleo, no litoral do Estado.
A empresa pretendia investir R$ 100 milhões no projeto.
A licença ambiental prévia havia sido concedida em dezembro do ano passado, no final da gestão do ex-governador Orlando Pessuti (PMDB).
A atual diretoria do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), porém, entendeu que a autorização desconsiderou um parecer técnico do próprio órgão, que era contrário ao empreendimento, e resolveu cancelar o licenciamento.
O IAP diz que a questão ambiental era "muito sensível" nesse caso e que várias negociações foram feitas junto à Subsea7 para tentar minimizar os impactos do projeto.
Mesmo assim, o órgão entendeu que os benefícios que a fábrica traria ao Estado não compensariam os danos ambientais, já que a área abriga vegetação nativa de mata atlântica e é viveiro para espécies ameaçadas de extinção, além de estar próximas a áreas indígenas.
A Subsea7 informou que não foi notificada oficialmente do cancelamento da licença ambiental.
Em ocasiões anteriores, a empresa havia dito que não tem alternativas locacionais dentro do Paraná para o projeto --e que, portanto, o cancelamento da licença ambiental a obrigaria a levar o investimento para outro Estado.
A empresa argumenta que os danos ambientais seriam limitados, já que apenas 3% da área total do terreno seria utilizada --o restante seria transformado em unidade de conservação.
Os Ministérios Públicos Estadual e Federal também questionam o empreendimento na Justiça --que não chegou a emitir nenhuma decisão definitiva sobre o caso. Para a Promotoria, a fábrica causaria "danos irreparáveis" ao meio ambiente.


Comentário:
Se um investimento tão grande não compensaria os danos ambientais causados por ele, acho que o governo esta certo em não conceder a licença ambiental.

Buraco na camada de ozônio chega a nível máximo nesta temporada

O buraco na camada de ozônio no hemisfério sul chegou a seu nível máximo anual em 12 setembro, ao alcançar 16 milhões de quilômetros quadrados, o 9º maior dos últimos 20 anos. As informações são da Nasa (agência espacial americana) e da Noaa (Administração Atmosférica e Oceânica dos EUA).
A camada de ozônio protege a vida terrestre ao bloquear os raios solares ultravioleta e sua redução adquire especial importância nesta época do ano, quando o hemisfério sul começa a ficar mais quente.
A Nasa e a Noaa utilizam instrumentos terrestres e de medição atmosférica aérea a bordo de globos e satélites para monitorar o buraco de ozônio no polo Sul, os níveis globais da camada de ozônio na estratosfera e as substâncias químicas artificiais que contribuem para a diminuição do ozônio.
"As temperaturas mais frias na estratosfera causaram neste ano um buraco de ozônio maior que a média", disse Paul Newman, cientista-chefe do Centro Goddard de Voos Espaciais da Nasa.
"Embora fosse relativamente grande, a área do buraco de ozônio neste ano estava dentro da categoria que esperávamos, dado que os níveis químicos de origem humana persistem na atmosfera", lamentou.
O diretor da divisão de Observação Mundial da Noaa, James Butler, afirmou que o consumo dessas substâncias que destroem o ozônio diminui pouco a pouco devido à ação internacional, mas ainda há grandes quantidades desses produtos químicos causando danos.
No entanto, a maioria dos produtos químicos permanece na atmosfera durante décadas.
A Noaa esteve monitorando o esgotamento do ozônio no mundo todo, incluindo o polo Sul, de várias perspectivas, utilizando globos atmosféricos durante 24 anos para recolher os perfis detalhados dos níveis de ozônio, assim como com instrumentos terrestres e do espaço.


Comentário:
Com certeza a preocupação mundial com a camada de ozônio deveria ser maior, mas isto esta fora da realidade do dia-a-dia de muitas pessoas e por isso talvez as populações não tomem medidas para que seus governos façam projetos para a diminuição das emissões. 

Air France testa voo com metade das emissões de CO2

A companhia Air France e o fabricante aeronáutico Airbus realizaram na quinta-feira (13) um voo comercial entre Toulouse e Paris movido a uma mistura de biocombustíveis que permitiu reduzir pela metade as emissões de dióxido de carbono (CO2).
O experimento foi apresentado como o voo com a menor emissão de gases poluentes do mundo. O trajeto foi feito por um Airbus A321 no qual metade do combustível foi obtido com azeites usados. Além disso, o peso de diversos equipamentos, como dos assentos e de materiais usados na cabine, foram reduzidos.
Foram aperfeiçoados os procedimentos nos aeroportos de saída e chegada, nas operações de decolagem e aterrissagem e durante o voo, com o objetivo de economizar combustível.
Ao querosene foram acrescentados 50% de uma espécie de biocarburante elaborado por hidrotratamento. No final, a emissão de CO2 por passageiro e quilômetro ficou em 54 gramas, metade do consumido normalmente.
Para minimizar ainda mais o uso de combustível, a energia usada para a climatização em terra foi feita com geradores elétricos. Após pousar na pista do aeroporto, a aeronave desligou um de seus motores.
A busca durante todo o trajeto de uma velocidade ótima ainda permitiu reduzir em 10 % o combustível empregado. Com as medidas, a companhia espera economizar 1.700 toneladas de combustível.
A Air France assinalou em comunicado que está realizando "uma política ambiciosa para melhorar a eficácia energética de seus aviões". Nesse sentido, indicou que a idade média de sua frota é de 8,9 anos para as aeronaves de trajetos longos e de 9,5 anos para percursos menores.


Documentário:
Uma ótima iniciativa em tempos como este em que devemos tentar diminuir as emissões de poluentes ao máximo, mas que poucos realmente tentam.

Incêndio devasta reserva ecológica próxima à Chapada Diamantina

Um incêndio de grandes proporções está devastando uma área de proteção ambiental na região da Chapada Diamantina, no sudoeste da Bahia.

A reserva particular de proteção natural fica na serra do Capa Bode, no município de Mucugê (a 438 km de Salvador).
Desde a noite desta segunda-feira (3), cerca de 200 hectares foram queimados --isso representa dois terços da reserva, que fica próxima ao Parque Nacional da Chapada Diamantina.
Para efeito de comparação, um campo de futebol equivale aproximadamente a um hectare.
O secretário de Meio Ambiente de Mucugê, Euvaldo Riveiro Júnior, disse que cerca de 15 homens estão combatendo o fogo desde o início da manhã desta terça-feira. O difícil acesso à reserva atrapalha o controle do fogo.
Com cerca de 11 mil habitantes, Mucugê não tem quartel do Corpo de Bombeiros, e a prefeitura pediu reforço para cidades vizinhas.
"É uma região de mata nativa sobre as rochas de chapada. Estamos fazendo o que podemos para evitar que a reserva seja toda destruída", disse Ribeiro.
Nessa época do ano, disse o secretário, chove pouco na região da chapada, e incêndios são comuns. A causa do fogo ainda não foi determinada.


Comentário:
Como incêndios são comuns nessa época, acho que deveria a ver um controle maior sobre essa área para que ecossistemas não sejam destruídos.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Brasil 'protege árvores mas não pessoas' na Amazônia, diz jornal

Uma reportagem do jornal britânico "The Guardian" afirma que o Brasil "protege as suas árvores, mas não as pessoas" na Amazônia.
Para o jornal, "progresso em reduzir desmatamento é ofuscado por assassinatos brutais".
A reportagem de página inteira assinada de Marabá, no Pará, aborda a prática recorrente de assassinatos de ambientalistas na região Norte do país, o mais recente, do ativista José Cláudio Ribeiro da Silva e sua esposa, Maria do Espírito Santo.
Ambos "foram os mais recentes de uma série de ambientalistas assassinados pela causa na Amazônia brasileira", afirma a reportagem.
Após 15 anos de campanha contra madeireiros ilegais, produtores de carvão vegetal e pecuaristas, ambos foram mortos perto de casa em maio.
"Nos últimos anos, o governo brasileiro fez progresso significativo na contenção da destruição da maior floresta tropical do mundo, reduzindo a área de floresta perdida de 27 mil quilômetros quadrados em 2004 para apenas 6 mil quilômetros quadrados no ano passado", nota a reportagem.
"Mas uma onda de assassinatos brutais sublinhou uma verdade desconfortável: as autoridades podem parar a derrubada das árvores até certo ponto, mas não o abate dos ambientalistas."
A reportagem lembra que a morte de Zé Cláudio, como era conhecida a vítima mais recente, foi o caso mais proeminente de execução de ativistas na Amazônia desde o assassinato da missionária americana Dorothy Stang no Pará em 2005.
Ele tinha "anunciado" a sua própria morte seis meses antes de ser executado.
"Poucos acreditam que estas mortes serão as últimas. Muitas partes da Amazônia brasileira continuam proibidas para ambientalistas, enquanto autoridades ambientais só viajam para certas regiões sob escolta da polícia fortemente armada com rifles e apoio de helicóptero."
Entrevistados pelo jornal acreditam que o governo poderia ter feito mais para proteger Zé Cláudio e sua esposa. Assustada, a família nunca mais voltou para casa, em um assentamento florestal.


Comentário:
Uma realidade que talvez poucos conheçam, que demonstra o pouco que sabemos sobre o que realmente acontece na Amazônia.

Ibama reforçará proteção de 'árvore da Lua' em Brasília

Para comemorar o Dia da Árvore, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) vai reforçar nesta quarta-feira a proteção de um exemplar especial do bosque da sede da entidade em Brasília: a árvore da Lua.
Liquidambar styraciflua plantada no Ibama, conhecida popularmente como "sweet gum", liquidâmbar ou árvore do âmbar, nasceu de uma semente que viajou à Lua na missão espacial norte-americana Apollo 14, em 1971.
O exemplar do Ibama foi plantado em 1980 e é uma das centenas de árvores da Lua espalhadas pela Terra, a maioria nos Estados Unidos, inclusive uma plantada na Casa Branca.
As sementes --mais de 400-- foram levadas ao espaço pelo astronauta Stuart Roosa para avaliar o efeito da gravidade zero e da alta radiação sobre as árvores que cresceriam a partir delas.
Na volta da missão, as sementes foram germinadas pelo Serviço Florestal dos Estados Unidos e distribuídas por cidades americanas e alguns países, entre eles o Brasil, a Suíça e o Japão.
Além da liquidâmbar do Ibama em Brasília, há outra árvore da lua em solo brasileiro: um pau-brasil plantado no município de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul.
A árvore da Lua do Ibama será declarada imune ao corte, conforme prevê o Artigo 7° do Código Florestal Brasileiro, que garante a proteção incondicional a uma arvore reconhecida por ato do Poder Público, "por motivo de sua localização, raridade, beleza ou condição de porta-sementes".


Comentário:
Acho que é uma ótima decisão de proteger algo tão raro.

Águas-vivas estão substituindo peixes no mar, diz estudo

Elas são lerdas, gelatinosas, desengonçadas e usam um sistema de caça considerado primitivo. Ainda assim, as águas-vivas estão conseguindo substituir sardinhas, anchovas e outros peixes no domínio dos mares.
A mudança acontece principalmente nas regiões onde a pesca predatória dizimou as espécies dominantes.
Muitos cientistas apostavam que a supremacia desses gigantes gelatinosos seria apenas temporária.
Afinal, criaturas lentas, normalmente cegas e com uma estratégia de caça que exige contato direto com a presa não conseguiriam competir com peixes rápidos e de boa visão, certo?
Um grupo de pesquisadores acaba de mostrar que não é bem assim. Surpreendentemente, os invertebrados são excelentes predadores.
Em uma compilação de vários trabalhos, os cientistas -liderados por José Luiz Acuña, da Universidade de Oviedo, na Espanha- compararam dados como velocidade, padrão de deslocamento e potencial de caça das águas-vivas e de certos peixes comedores de plâncton (organismos minúsculos, como algas e larvas de animais, que boiam no mar).
Eles perceberam que, descontando as diferenças da composição química entre os bichos, águas-vivas e peixes como sardinhas têm taxas de crescimento e reprodução que são muito semelhantes.
"A habilidade competitiva de um predador depende não apenas da captura de presas e das taxas de ingestão mas também de quão eficiente a energia obtida se traduz no crescimento do corpo e aumento da população", diz o estudo publicado na revista especializada "Science".
Embora o corpão da água-viva desfavoreça seu deslocamento, ele aumenta as chances de contato com as presas, garantindo mais comida.
A estratégia de flutuar, em vez de perseguir vigorosamente a caça, também não é má ideia. Desse jeito, elas economizam muita energia. E vão, lentamente, transformando os oceanos.


Comentário:
Isso mostra como a natureza se transforma com tempo, e o quanto pequenos detalhes podem interferir de modo positivo ou negativo no desenvolvimento das espécies.

Incêndio em floresta da USP foi criminoso, diz Ibama

O fogo que destruiu grande parte do maior banco genético de mata atlântica de interior da USP em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) foi criminoso, de acordo com o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente).

A conclusão é de uma análise feita por Celso Luiz Ambrósio, técnico do instituto em Ribeirão, depois de 15 dias de estudos no local. O relatório detalhado sobre as causas da queima será apresentado na quinta-feira (8).
O incêndio na floresta da USP em Ribeirão Preto aconteceu em 16 de agosto e consumiu 82 hectares de área verde. No local, haviam sido plantadas 44 mil mudas de árvores a partir de sementes de 3.375 árvores matrizes.
As coletas e plantio do banco genético aconteceram de 1998 a 2002, de acordo com Elenice Mouro Varanda, coordenadora do Ceeflor (Centro de Estudos e Extensão Florestal) da USP em Ribeirão Preto.
Segundo Varanda, será preciso esperar as chuvas e a recuperação natural das árvores para saber quais foram totalmente queimadas pelo fogo e quais vão rebrotar. As espécies replantadas levarão ao menos dez anos para atingir a maturidade.

  Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/971209-incendio-em-floresta-da-usp-foi-criminoso-diz-ibama.shtml

Comentário:
Um crime ambiental, que causará danos ao próprio criminoso que estupidamente esqueceu que estava destruindo o lugar onde vive. 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Brasileiros recriam neurônio esquizofrênico em laboratório


Usando uma técnica que "convence" células de pessoas adultas a voltar ao estado embrionário, pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) conseguiram recriar, em laboratório, os neurônios de um paciente com esquizofrenia.
Em trabalho que será publicado na revista científica "Cell Transplation", a equipe do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias descreve como obteve células da pele do paciente, procedimento já padronizado para esse tipo de estudo.
As amostras de pele são usadas para produzir as chamadas células iPS (sigla inglesa para "células-tronco pluripotentes induzidas").
"Pluripotente" é como os cientistas chamam as células capazes de dar origem a qualquer tecido do organismo, com a exceção da placenta. São "induzidas" porque, por meio da ativação de um conjunto específico de genes, elas são forçadas a retornar ao estado embrionário, aquele que origina células de pele, de músculo e neurônios.
A promessa desse procedimento é que, no futuro, as células iPS sejam transformadas no tecido desejado e criem órgãos para transplante sob medida, sem risco de rejeição, já que possuem o mesmo DNA do paciente.
Por enquanto, porém, sua aplicação mais imediata é criar modelos precisos de uma doença. No caso, espera-se que os neurônios criados a partir das iPS repliquem as condições celulares da doença e ajudem os cientistas a entendê-la e tratá-la.
No novo estudo, por exemplo, o grupo da UFRJ verificou que os neurônios "esquizofrênicos" consomem mais oxigênio e também produzem níveis aumentados de radicais livres, que podem causar danos fatais às células. Os cientistas chegaram até a "tratar" esse problema.
O trabalho foi coordenado por Stevens Kastrup Rehen e tem como primeiras autoras suas colegas Bruna Paulsen e Renata de Moraes Maciel. Os dados serão apresentados nesta terça-feira, durante o Simpósio Indo-Brasileiro de Ciências Biomédicas, no Rio de Janeiro.

Comentário: 

Estes "estudos" podem trazer um grande avanço na área da saúde, para que mais vidas sejam salvas.

Há 8,7 milhões de espécies no planeta, estima novo estudo


O mundo tem cerca de 8,7 milhões de espécies, segundo uma nova medição descrita por cientistas como a mais precisa já feita --ainda assim, a margem de erro é de um milhão para mais ou para menos.
O estudo, publicado na revista científica "PLoS Biology", observa que a grande maioria ainda não foi identificada --cerca de 1,2 milhão já foram formalmente descritas, em sua maioria criaturas terrestres -- e a catalogação de todas poderia levar mais de mil anos, apesar de novas técnicas como o sequenciamento do DNA possam acelerar esse processo.
Além disso, advertem os pesquisadores, muitas serão extintas antes mesmo de serem estudadas.
Segundo a estimativa, a maior parte das 8,7 milhões de espécies é composta por animais, com números progressivamente menores de fungos, plantas, protozoários (grupos de organismos unicelulares) e cromistas (grupo que inclui algas e outros micro-organismos).
Desse total, não foram contabilizadas as bactérias e outros tipos de micro-organismos.
O cálculo preciso do número total de espécies no planeta é um assunto complicado. "É uma indicação notável do narcisismo da humanidade que saibamos que o número de livros na Biblioteca do Congresso americano em 1º de fevereiro de 2011 era de 22.194.656, mas que não podemos dizer com quantas espécies de plantas e animais nós dividimos o mundo", comentou na "PLoS Biology" o ex-presidente da Sociedade Real britânica Robert May.
O novo estudo afirma, porém, que essa dúvida está respondida. "Estivemos pensando sobre isso durante anos, com vários métodos diferentes, mas não obtivemos nenhum sucesso. Essa era basicamente nossa última chance, e parece ter funcionado", disse o pesquisador Derek Tittensor à BBC.
Tittensor trabalha para a Unep-WCMC (Centro de Monitoramento e Preservação Mundial do Programa Ambiental da ONU) e para a Microsoft Research, em Cambridge (Reino Unido). Ele realizou a pesquisa em conjunto com colegas da Universidade Dalhousie, no Canadá, e da Universidade do Havaí, nos Estados Unidos.

TAXONOMIA
O método que os pesquisadores usaram para calcular o número total de espécies analisou a relação entre as espécies e os grupos mais amplos aos quais pertencem.
Em 1758, o biológo sueco Carl Linnaeus desenvolveu um amplo sistema de taxonomia (a ciência de classificação dos seres vivos), que ainda é usado hoje, com poucas modificações.
Grupos de espécies mais proximamente relacionadas pertencem ao mesmo gênero que, por sua vez, são agrupadas em famílias, depois em ordens, em classes, em filos e, finalmente, em reinos (como o reino animal).
Quanto mais alto se olha nessa árvore hierárquica da vida, mais raras se tornam as novas descobertas --o que é pouco surpreendente, já que a descoberta de uma nova espécie será muito mais comum do que a descoberta de um filo ou de uma classe totalmente nova.
Os pesquisadores quantificaram a relação entre a descoberta de novas espécies e a de grupos mais amplos como filos ou ordens, e então usaram esse dado para prever quantas espécies existem no mundo.
"Descobrimos que, usando números dos grupos taxonômicos mais altos, podemos prever o número de espécies", disse a pesquisadora Sina Adl, da Universidade Dalhousie.
"Esse método previu com precisão o número de espécies em vários grupos bem estudados como mamíferos, peixes e pássaros, indicando a sua confiabilidade", disse.
Os pesquisadores dizem que não esperam que seus cálculos signifiquem o fim das pesquisas sobre o número de espécies e pedem aos colegas cientistas que refinem os métodos e a conclusão da pesquisa.

Comentário: 
A Terra com certeza é um lugar abençoado por possuir tanta variabilidade de espécies, tantas ainda a serem descobertas e tantas a serem protegidas. Em pensar que no meio de tantas, somos apenas mais uma. 


Aquecimento leva animais e plantas a fugir para áreas frias


Não é uma fuga alucinada, ao menos do ponto de vista humano, mas o fato é que animais e plantas estão tentando se proteger do aumento das temperaturas globais subindo montanhas e se distanciando do Equador.
Em média, a coisa ainda está acontecendo a passo de tartaruga: a cada década, as espécies se mudam para altitudes 11 m maiores e rumam em direção aos polos mais 16,9 km, afirma pesquisa da Universidade de York (Reino Unido) na revista "Science".
Pode parecer pouco, mas é um ritmo entre duas e três vezes maior de "retirada rumo ao frio" do que o verificado por pesquisas anteriores.
Além disso, o estudo coordenado por Chris Thomas e I-Ching Chen também é o primeiro a verificar que a fuga tem correlação com o nível de aumento da temperatura na região habitada pelos animais e plantas em retirada.
Ou seja: quanto mais uma região do globo esquentava, mais longe (ou mais alto) as espécies afetadas fugiam, já que tanto a proximidade dos polos quanto as altitudes mais elevadas ajudariam os animais e plantas a encontrar climas mais frescos.
A conclusão veio depois que a equipe estudou dados disponíveis na literatura científica sobre 764 espécies.
Entre as mais fujonas estão as libélulas britânicas, que recuaram 104 km rumo ao norte por década, e as borboletas da Espanha, que estão subindo encostas de montanhas a uma taxa de 108,6 metros a cada dez anos.
No geral, escrevem os pesquisadores, cerca de três quartos das espécies estudadas mostraram algum movimento rumo a áreas mais altas e mais frias, embora também haja casos de plantas e animais indo na direção oposta, ou "estacionados".
Uma limitação do estudo é que ele levou em conta principalmente criaturas que vivem em regiões temperadas.
Apenas áreas da Malásia e de Madagáscar representam as regiões tropicais do globo.
Por isso mesmo, os pesquisadores admitem que mais estudos serão necessários para entender o que a mudança forçada significará para o destino das espécies.
ESPÉCIES PODEM NÃO TER PARA ONDE CORRER
Não é nem um pouco simples entender a dinâmica da mudança de espécies para regiões mais frias. O ritmo não é uniforme, em parte por causa das características de cada animal ou planta, em parte por peculiaridades do terreno de cada região.
O estudo da Universidade de York mostra que 22% das espécies estudadas foram para mais perto do Equador em vez de se afastar dele, e 25% foi para áreas mais baixas, e não mais elevadas.
Pode ser que, nesses casos, uma encosta mais baixa, porém voltada para o polo Norte ou Sul, fosse mais fresca do que outra mais alta.
E há, claro, o pior dos mundos: alguns animais e plantas não conseguem viajar muito longe por causa de barreiras geográficas (um rio largo, digamos).
Ou então, quando o fazem, não encontram habitat adequado na nova "casa", por algum outro motivo, como desmatamento. Nesse caso, a tendência é que essas espécies sumam.


Comentário: 
Não existem duvidas de que o aquecimento global em alguns anos poderá ser mortal para muitas espécies, maiores estudos e algumas precauções poderão ajudar.

Expedição científica vai rastrear acidificação no oceano Ártico


Cientistas do Serviço Geológico dos Estados Unidos vão embarcar na semana que vem em uma expedição para monitorar as tendências de acidificação no oceano Ártico relacionadas com emissões de carbono, informou a instituição.
Os pesquisadores do Serviço Geológico vão passar sete semanas em um navio quebrador de gelo da Guarda Costeira para chegar o mais próximo possível do polo Norte com a finalidade de obter amostras e testar indicadores químicos de acidificação.
As emissões de carbono vêm sendo responsabilizadas pela alteração da química dos oceanos, por deixá-los mais ácidos, o que torna mais difícil a sobrevivência e proliferação de peixes e outras espécies marinhas.
Segundo afirmou em entrevista a oceanógrafa Lisa Robbins, do Serviço Geológico e uma das integrantes da expedição, o oceano Ártico é considerado especialmente vulnerável à acidificação por causa das temperaturas frias e o já baixo nível de saturação com cálcio.
A pesquisa é parte de uma expedição conjunta EUA-Canadá iniciada no ano passado para estudar áreas pouco conhecidas do Ártico. Robbins disse que ainda há poucos dados recolhidos sobre acidificação desse oceano, se comparado com águas marinhas em zonas tropicais e temperadas.
A acidificação oceânica é um processo pelo qual as águas absorvem dióxido de carbono da atmosfera, provocando alterações químicas no equilíbrio ácido-alcalino, ou nível de PH, o que deixa o oceano mais ácido.
Como os oceanos atualmente absorvem mais de um quarto dos gases do efeito estufa presentes na atmosfera, aumenta cada vez mais a preocupação com a acidificação e seus efeitos na vida marinha, explicou Robbins.
"Pode haver redução da formação do casco em alguns organismos. A acidificação poderia obstruir o crescimento de várias formas de vida marinha, do plâncton para cima", disse ela. Afetaria toda a cadeia alimentar."
De acordo com o Serviço Geológico, a expedição terá sete dias de duração e será coordenada pela Guarda Costeira dos dois países. Deve começar na segunda-feira (15) em Barrow, a cidade que fica no ponto mais ao norte nos Estados Unidos.

Comentário:
Não é novidade que as emissões de carbono causam grandes problemas ambientais, medidas são tomadas pelos países, mas nada é definitivo, nada até agora resolveu o problema por completo porque não há uma solução totalmente eficaz. Quando pensamos em problemas com emissões de carbono normalmente nos vem a mente coisas relacionadas ao ar, mas como podemos ver atinge também a água e os seres que nela habitam.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

No verão, 25 cidades do Brasil terão sistema de alerta contra enchentes

Vinte e cinco cidades brasileiras vão ter, a partir deste verão, alertas contra enchentes e deslizamentos com até seis horas de antecedência.
A promessa é do governo federal. Um decreto da presidente Dilma Rousseff editado hoje cria o Cemaden (Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), em Cachoeira Paulista (SP).

O centro, a ser inaugurado em novembro, terá R$ 21 milhões para começar a funcionar e 75 pesquisadores contratados em regime emergencial, por quatro anos.
Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, o objetivo é expandir a rede de alertas contra fenômenos climáticos extremos para mil municípios e ter 15 mil áreas de risco mapeadas em 2015.
"Os alertas vão começar para as cidades que já têm mapeamento de áreas de risco", disse à Folha o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa do ministério e principal mentor do Cemaden, Carlos Nobre.
Segundo Nobre, o padrão internacional de antecedência para alertas desse tipo vai de duas a seis horas, no caso de deslizamentos, e de até 12 horas para inundações.
"Hoje você tem previsões do tempo com 24 horas de antecedência, mas elas não são específicas. Não dá para saber, em 15 áreas de risco na mesma região, qual será a mais afetada pela chuva e onde haverá deslizamentos."
O Cemaden vai combinar previsões do tempo de alta resolução com mapeamentos de solo e instrumentos como radares meteorológicos. Mas produzir os mapas e montar a rede de equipamentos vai custar caro: R$ 250 milhões em quatro anos.
É um bom investimento, diz o ministro da Ciência, Aloizio Mercadante: um sistema na ativa desde o começo do ano no Rio salvou vidas em abril, quando sirenes dispararam após tempestades.


Comentário: 
Um ótimo investimento pra diminuir os efeitos dos fenômenos climáticos, que já levaram tantas vidas aqui no Brasil, é bem melhor prevenir do que remediar. 

Reserva israelense sofre com vazamento de 1 milhão de litros de gasolina

O vazamento de 1 milhão de litros de gasolina para aviões causou o maior desastre ecológico sofrido por uma reserva natural em Israel, informou nesta quinta-feira a imprensa local.
O Ministério de Proteção ao Meio Ambiente ordenou à empresa Eilat-Ashkelon Pipeline que suspenda os trabalhos de reparação e manutenção do encanamento, cujo escape provocou danos irreparáveis à reserva natural de Nahal Zin, no deserto do Neguev (sul do país), indica o diário "Yedioth Ahronoth" em sua versão digital.
O vazamento alcançou áreas com profundidade de cinco metros, segundo a pasta de Meio Ambiente e a Autoridade de Parques e Natureza de Israel, que consideram necessário extrair dezenas de milhares de metros cúbicos de terra contaminada na zona.
O diretor da Autoridade de Parques e Natureza, Eli Amitai, assegurou que se trata de "um acidente muito sério" e que sua organização está fazendo o necessário "para minimizar os danos".
Equipes foram deslocadas à zona, que foi fechada ao público.
A pasta de Meio Ambiente ordenou à empresa responsável pelo encanamento que produza um plano de emergência a ser submetido à aprovação das autoridades regionais.


Comentário:

Com certeza algo deve ser feito pra diminuir os danos a natureza o mais rápido possível.

Greenpeace destrói plantações de trigo transgênico na Austrália

Ativistas da organização Greenpeace destruíram nesta quinta-feira plantações experimentais de trigo transgênico em um centro de pesquisa na Austrália, informou a imprensa local.
Os ativistas invadiram a estação da Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade da Austrália (CSIRO, na sigla em inglês), em Ginninderra, próximo a Canberra, e destruíram toda a colheita do trigo transgênico experimental.
O centro dedicava meio hectare à produção de trigo modificado geneticamente, no primeiro teste no exterior deste tipo de cultivo na Austrália, onde até agora não esteve autorizado.

O ataque ocorreu depois de a CSIRO ter se recusado a fornecer mais informações sobre os experimentos que o centro foi autorizado a praticar para testar o novo trigo com humanos, informou a agência local "AAP".
"A única razão pela qual a CSIRO cultivou este trigo é porque foi comprado por companhias estrangeiras", disse uma ativista do Greenpeace, Laura Kelly, que exigiu que se faça público o suposto financiamento das empresas como a multinacional americana Monsanto.
O Greenpeace também expressou sua preocupação quanto ao risco que este tipo de trigo representa para a saúde, além da possibilidade de contaminar outras plantações.
A Corporação de Desenvolvimento e Pesquisa de Cereais (GRDC) considera que o ataque pode atrasar em um ano este projeto, que buscava desenvolver o trigo para combater a obesidade, o diabetes e o câncer de intestino.


Comentário: 
Acho que os agentes do Greenpeace estão certos por terem feito algo para impedir que 

plantações de trigo transgênico continuassem, pois podem causar riscos a saúde e também contaminar outras plantações.

Rede vai monitorar tremores de terra no Brasil

Com financiamento da Petrobras a um custo aproximado de R$ 20 milhões, quatro instituições de pesquisa brasileiras estão montando a primeira rede sismográfica unificada para cobrir todo o território nacional.
Com ela, será possível conduzir estudos mais detalhados do interior da crosta terrestre em solo brasileiro (área de pesquisa hoje ainda pouco explorada) e monitorar, em tempo real, tremores de terra que estão acontecendo em todo o planeta.
No momento, são 67 as estações planejadas, das quais 20 serão de responsabilidade da USP, 20 da UnB (Universidade de Brasília), 15 da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e 12 do ON (Observatório Nacional).

Cada estação tem um sensor de banda larga e um acelerógrafo, dispositivos para o registro de vibrações sísmicas de diferentes intensidades. Uma antena 3G fornece a conexão com o resto da rede via internet.
"Conforme o projeto for evoluindo, podemos colocar mais estações e integrar o sistema com outras instalações já existentes", conta Marcelo Assumpção, do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP e coordenador do projeto, chamado Brasis.
CONEXÕES
Quanto maior o número de estações, mais precisão os cientistas têm na hora de identificar o local de onde se iniciou um tremor de terra.
Isso acontece porque as ondas de choque do abalo sísmico são disparadas em todas as direções, e diferentes estações as receberão em tempos e intensidades diferentes, de acordo com a distância do epicentro e a composição da crosta naquela região. Triangulando todas as informações, obtém-se o resultado, e quanto mais pontos de observação, mais precisa fica a análise.
O pessoal da USP já tem dez estações instaladas e operando de forma integrada --os dados são compartilhados em tempo real pela internet e processados por um computador--, que identificam automaticamente terremotos de magnitude 5 para cima na escala Richter. "Já registramos tremores no Chile, no Peru, na América Central", relata Assumpção.
Para o monitoramento de abalos no Brasil, contudo, será preciso melhorar a "resolução" da rede, com a instalação de novas estações. Isso porque os tremores registrados no território nacional, que afetam sobretudo o Nordeste do país, raramente ultrapassam a magnitude 3.
Quando isso for possível, contudo, espera-se que o projeto não só alavanque as geociências no Brasil como também cumpra um papel social.
"Poderemos auxiliar ações da Defesa Civil, sempre que necessário", diz Aderson do Nascimento, sismólogo da UFRN. "O Nordeste é uma zona bem sísmica, em que tremores de magnitude 2 são sempre bem sentidos pela população. As pessoas ficam assustadas, e é preciso ter informações sobre o que está acontecendo."
O pesquisador também destaca a importância do trabalho para a área de engenharia civil. "Obras devem levar em conta parâmetros sísmicos que só agora poderão ser incorporados ao seu planejamento", destaca. A expectativa é que a rede já esteja completamente operacional em dois anos.


Comentário:
Um grande avanço do Brasil nas geociências, o que ajudara muito na obtenção de informações para evitar grandes problemas durante abalos sísmicos, tanto para as populações quanto para os animais.