terça-feira, 30 de agosto de 2011

Brasileiros recriam neurônio esquizofrênico em laboratório


Usando uma técnica que "convence" células de pessoas adultas a voltar ao estado embrionário, pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) conseguiram recriar, em laboratório, os neurônios de um paciente com esquizofrenia.
Em trabalho que será publicado na revista científica "Cell Transplation", a equipe do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias descreve como obteve células da pele do paciente, procedimento já padronizado para esse tipo de estudo.
As amostras de pele são usadas para produzir as chamadas células iPS (sigla inglesa para "células-tronco pluripotentes induzidas").
"Pluripotente" é como os cientistas chamam as células capazes de dar origem a qualquer tecido do organismo, com a exceção da placenta. São "induzidas" porque, por meio da ativação de um conjunto específico de genes, elas são forçadas a retornar ao estado embrionário, aquele que origina células de pele, de músculo e neurônios.
A promessa desse procedimento é que, no futuro, as células iPS sejam transformadas no tecido desejado e criem órgãos para transplante sob medida, sem risco de rejeição, já que possuem o mesmo DNA do paciente.
Por enquanto, porém, sua aplicação mais imediata é criar modelos precisos de uma doença. No caso, espera-se que os neurônios criados a partir das iPS repliquem as condições celulares da doença e ajudem os cientistas a entendê-la e tratá-la.
No novo estudo, por exemplo, o grupo da UFRJ verificou que os neurônios "esquizofrênicos" consomem mais oxigênio e também produzem níveis aumentados de radicais livres, que podem causar danos fatais às células. Os cientistas chegaram até a "tratar" esse problema.
O trabalho foi coordenado por Stevens Kastrup Rehen e tem como primeiras autoras suas colegas Bruna Paulsen e Renata de Moraes Maciel. Os dados serão apresentados nesta terça-feira, durante o Simpósio Indo-Brasileiro de Ciências Biomédicas, no Rio de Janeiro.

Comentário: 

Estes "estudos" podem trazer um grande avanço na área da saúde, para que mais vidas sejam salvas.

Há 8,7 milhões de espécies no planeta, estima novo estudo


O mundo tem cerca de 8,7 milhões de espécies, segundo uma nova medição descrita por cientistas como a mais precisa já feita --ainda assim, a margem de erro é de um milhão para mais ou para menos.
O estudo, publicado na revista científica "PLoS Biology", observa que a grande maioria ainda não foi identificada --cerca de 1,2 milhão já foram formalmente descritas, em sua maioria criaturas terrestres -- e a catalogação de todas poderia levar mais de mil anos, apesar de novas técnicas como o sequenciamento do DNA possam acelerar esse processo.
Além disso, advertem os pesquisadores, muitas serão extintas antes mesmo de serem estudadas.
Segundo a estimativa, a maior parte das 8,7 milhões de espécies é composta por animais, com números progressivamente menores de fungos, plantas, protozoários (grupos de organismos unicelulares) e cromistas (grupo que inclui algas e outros micro-organismos).
Desse total, não foram contabilizadas as bactérias e outros tipos de micro-organismos.
O cálculo preciso do número total de espécies no planeta é um assunto complicado. "É uma indicação notável do narcisismo da humanidade que saibamos que o número de livros na Biblioteca do Congresso americano em 1º de fevereiro de 2011 era de 22.194.656, mas que não podemos dizer com quantas espécies de plantas e animais nós dividimos o mundo", comentou na "PLoS Biology" o ex-presidente da Sociedade Real britânica Robert May.
O novo estudo afirma, porém, que essa dúvida está respondida. "Estivemos pensando sobre isso durante anos, com vários métodos diferentes, mas não obtivemos nenhum sucesso. Essa era basicamente nossa última chance, e parece ter funcionado", disse o pesquisador Derek Tittensor à BBC.
Tittensor trabalha para a Unep-WCMC (Centro de Monitoramento e Preservação Mundial do Programa Ambiental da ONU) e para a Microsoft Research, em Cambridge (Reino Unido). Ele realizou a pesquisa em conjunto com colegas da Universidade Dalhousie, no Canadá, e da Universidade do Havaí, nos Estados Unidos.

TAXONOMIA
O método que os pesquisadores usaram para calcular o número total de espécies analisou a relação entre as espécies e os grupos mais amplos aos quais pertencem.
Em 1758, o biológo sueco Carl Linnaeus desenvolveu um amplo sistema de taxonomia (a ciência de classificação dos seres vivos), que ainda é usado hoje, com poucas modificações.
Grupos de espécies mais proximamente relacionadas pertencem ao mesmo gênero que, por sua vez, são agrupadas em famílias, depois em ordens, em classes, em filos e, finalmente, em reinos (como o reino animal).
Quanto mais alto se olha nessa árvore hierárquica da vida, mais raras se tornam as novas descobertas --o que é pouco surpreendente, já que a descoberta de uma nova espécie será muito mais comum do que a descoberta de um filo ou de uma classe totalmente nova.
Os pesquisadores quantificaram a relação entre a descoberta de novas espécies e a de grupos mais amplos como filos ou ordens, e então usaram esse dado para prever quantas espécies existem no mundo.
"Descobrimos que, usando números dos grupos taxonômicos mais altos, podemos prever o número de espécies", disse a pesquisadora Sina Adl, da Universidade Dalhousie.
"Esse método previu com precisão o número de espécies em vários grupos bem estudados como mamíferos, peixes e pássaros, indicando a sua confiabilidade", disse.
Os pesquisadores dizem que não esperam que seus cálculos signifiquem o fim das pesquisas sobre o número de espécies e pedem aos colegas cientistas que refinem os métodos e a conclusão da pesquisa.

Comentário: 
A Terra com certeza é um lugar abençoado por possuir tanta variabilidade de espécies, tantas ainda a serem descobertas e tantas a serem protegidas. Em pensar que no meio de tantas, somos apenas mais uma. 


Aquecimento leva animais e plantas a fugir para áreas frias


Não é uma fuga alucinada, ao menos do ponto de vista humano, mas o fato é que animais e plantas estão tentando se proteger do aumento das temperaturas globais subindo montanhas e se distanciando do Equador.
Em média, a coisa ainda está acontecendo a passo de tartaruga: a cada década, as espécies se mudam para altitudes 11 m maiores e rumam em direção aos polos mais 16,9 km, afirma pesquisa da Universidade de York (Reino Unido) na revista "Science".
Pode parecer pouco, mas é um ritmo entre duas e três vezes maior de "retirada rumo ao frio" do que o verificado por pesquisas anteriores.
Além disso, o estudo coordenado por Chris Thomas e I-Ching Chen também é o primeiro a verificar que a fuga tem correlação com o nível de aumento da temperatura na região habitada pelos animais e plantas em retirada.
Ou seja: quanto mais uma região do globo esquentava, mais longe (ou mais alto) as espécies afetadas fugiam, já que tanto a proximidade dos polos quanto as altitudes mais elevadas ajudariam os animais e plantas a encontrar climas mais frescos.
A conclusão veio depois que a equipe estudou dados disponíveis na literatura científica sobre 764 espécies.
Entre as mais fujonas estão as libélulas britânicas, que recuaram 104 km rumo ao norte por década, e as borboletas da Espanha, que estão subindo encostas de montanhas a uma taxa de 108,6 metros a cada dez anos.
No geral, escrevem os pesquisadores, cerca de três quartos das espécies estudadas mostraram algum movimento rumo a áreas mais altas e mais frias, embora também haja casos de plantas e animais indo na direção oposta, ou "estacionados".
Uma limitação do estudo é que ele levou em conta principalmente criaturas que vivem em regiões temperadas.
Apenas áreas da Malásia e de Madagáscar representam as regiões tropicais do globo.
Por isso mesmo, os pesquisadores admitem que mais estudos serão necessários para entender o que a mudança forçada significará para o destino das espécies.
ESPÉCIES PODEM NÃO TER PARA ONDE CORRER
Não é nem um pouco simples entender a dinâmica da mudança de espécies para regiões mais frias. O ritmo não é uniforme, em parte por causa das características de cada animal ou planta, em parte por peculiaridades do terreno de cada região.
O estudo da Universidade de York mostra que 22% das espécies estudadas foram para mais perto do Equador em vez de se afastar dele, e 25% foi para áreas mais baixas, e não mais elevadas.
Pode ser que, nesses casos, uma encosta mais baixa, porém voltada para o polo Norte ou Sul, fosse mais fresca do que outra mais alta.
E há, claro, o pior dos mundos: alguns animais e plantas não conseguem viajar muito longe por causa de barreiras geográficas (um rio largo, digamos).
Ou então, quando o fazem, não encontram habitat adequado na nova "casa", por algum outro motivo, como desmatamento. Nesse caso, a tendência é que essas espécies sumam.


Comentário: 
Não existem duvidas de que o aquecimento global em alguns anos poderá ser mortal para muitas espécies, maiores estudos e algumas precauções poderão ajudar.

Expedição científica vai rastrear acidificação no oceano Ártico


Cientistas do Serviço Geológico dos Estados Unidos vão embarcar na semana que vem em uma expedição para monitorar as tendências de acidificação no oceano Ártico relacionadas com emissões de carbono, informou a instituição.
Os pesquisadores do Serviço Geológico vão passar sete semanas em um navio quebrador de gelo da Guarda Costeira para chegar o mais próximo possível do polo Norte com a finalidade de obter amostras e testar indicadores químicos de acidificação.
As emissões de carbono vêm sendo responsabilizadas pela alteração da química dos oceanos, por deixá-los mais ácidos, o que torna mais difícil a sobrevivência e proliferação de peixes e outras espécies marinhas.
Segundo afirmou em entrevista a oceanógrafa Lisa Robbins, do Serviço Geológico e uma das integrantes da expedição, o oceano Ártico é considerado especialmente vulnerável à acidificação por causa das temperaturas frias e o já baixo nível de saturação com cálcio.
A pesquisa é parte de uma expedição conjunta EUA-Canadá iniciada no ano passado para estudar áreas pouco conhecidas do Ártico. Robbins disse que ainda há poucos dados recolhidos sobre acidificação desse oceano, se comparado com águas marinhas em zonas tropicais e temperadas.
A acidificação oceânica é um processo pelo qual as águas absorvem dióxido de carbono da atmosfera, provocando alterações químicas no equilíbrio ácido-alcalino, ou nível de PH, o que deixa o oceano mais ácido.
Como os oceanos atualmente absorvem mais de um quarto dos gases do efeito estufa presentes na atmosfera, aumenta cada vez mais a preocupação com a acidificação e seus efeitos na vida marinha, explicou Robbins.
"Pode haver redução da formação do casco em alguns organismos. A acidificação poderia obstruir o crescimento de várias formas de vida marinha, do plâncton para cima", disse ela. Afetaria toda a cadeia alimentar."
De acordo com o Serviço Geológico, a expedição terá sete dias de duração e será coordenada pela Guarda Costeira dos dois países. Deve começar na segunda-feira (15) em Barrow, a cidade que fica no ponto mais ao norte nos Estados Unidos.

Comentário:
Não é novidade que as emissões de carbono causam grandes problemas ambientais, medidas são tomadas pelos países, mas nada é definitivo, nada até agora resolveu o problema por completo porque não há uma solução totalmente eficaz. Quando pensamos em problemas com emissões de carbono normalmente nos vem a mente coisas relacionadas ao ar, mas como podemos ver atinge também a água e os seres que nela habitam.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

No verão, 25 cidades do Brasil terão sistema de alerta contra enchentes

Vinte e cinco cidades brasileiras vão ter, a partir deste verão, alertas contra enchentes e deslizamentos com até seis horas de antecedência.
A promessa é do governo federal. Um decreto da presidente Dilma Rousseff editado hoje cria o Cemaden (Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), em Cachoeira Paulista (SP).

O centro, a ser inaugurado em novembro, terá R$ 21 milhões para começar a funcionar e 75 pesquisadores contratados em regime emergencial, por quatro anos.
Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, o objetivo é expandir a rede de alertas contra fenômenos climáticos extremos para mil municípios e ter 15 mil áreas de risco mapeadas em 2015.
"Os alertas vão começar para as cidades que já têm mapeamento de áreas de risco", disse à Folha o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa do ministério e principal mentor do Cemaden, Carlos Nobre.
Segundo Nobre, o padrão internacional de antecedência para alertas desse tipo vai de duas a seis horas, no caso de deslizamentos, e de até 12 horas para inundações.
"Hoje você tem previsões do tempo com 24 horas de antecedência, mas elas não são específicas. Não dá para saber, em 15 áreas de risco na mesma região, qual será a mais afetada pela chuva e onde haverá deslizamentos."
O Cemaden vai combinar previsões do tempo de alta resolução com mapeamentos de solo e instrumentos como radares meteorológicos. Mas produzir os mapas e montar a rede de equipamentos vai custar caro: R$ 250 milhões em quatro anos.
É um bom investimento, diz o ministro da Ciência, Aloizio Mercadante: um sistema na ativa desde o começo do ano no Rio salvou vidas em abril, quando sirenes dispararam após tempestades.


Comentário: 
Um ótimo investimento pra diminuir os efeitos dos fenômenos climáticos, que já levaram tantas vidas aqui no Brasil, é bem melhor prevenir do que remediar. 

Reserva israelense sofre com vazamento de 1 milhão de litros de gasolina

O vazamento de 1 milhão de litros de gasolina para aviões causou o maior desastre ecológico sofrido por uma reserva natural em Israel, informou nesta quinta-feira a imprensa local.
O Ministério de Proteção ao Meio Ambiente ordenou à empresa Eilat-Ashkelon Pipeline que suspenda os trabalhos de reparação e manutenção do encanamento, cujo escape provocou danos irreparáveis à reserva natural de Nahal Zin, no deserto do Neguev (sul do país), indica o diário "Yedioth Ahronoth" em sua versão digital.
O vazamento alcançou áreas com profundidade de cinco metros, segundo a pasta de Meio Ambiente e a Autoridade de Parques e Natureza de Israel, que consideram necessário extrair dezenas de milhares de metros cúbicos de terra contaminada na zona.
O diretor da Autoridade de Parques e Natureza, Eli Amitai, assegurou que se trata de "um acidente muito sério" e que sua organização está fazendo o necessário "para minimizar os danos".
Equipes foram deslocadas à zona, que foi fechada ao público.
A pasta de Meio Ambiente ordenou à empresa responsável pelo encanamento que produza um plano de emergência a ser submetido à aprovação das autoridades regionais.


Comentário:

Com certeza algo deve ser feito pra diminuir os danos a natureza o mais rápido possível.

Greenpeace destrói plantações de trigo transgênico na Austrália

Ativistas da organização Greenpeace destruíram nesta quinta-feira plantações experimentais de trigo transgênico em um centro de pesquisa na Austrália, informou a imprensa local.
Os ativistas invadiram a estação da Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Comunidade da Austrália (CSIRO, na sigla em inglês), em Ginninderra, próximo a Canberra, e destruíram toda a colheita do trigo transgênico experimental.
O centro dedicava meio hectare à produção de trigo modificado geneticamente, no primeiro teste no exterior deste tipo de cultivo na Austrália, onde até agora não esteve autorizado.

O ataque ocorreu depois de a CSIRO ter se recusado a fornecer mais informações sobre os experimentos que o centro foi autorizado a praticar para testar o novo trigo com humanos, informou a agência local "AAP".
"A única razão pela qual a CSIRO cultivou este trigo é porque foi comprado por companhias estrangeiras", disse uma ativista do Greenpeace, Laura Kelly, que exigiu que se faça público o suposto financiamento das empresas como a multinacional americana Monsanto.
O Greenpeace também expressou sua preocupação quanto ao risco que este tipo de trigo representa para a saúde, além da possibilidade de contaminar outras plantações.
A Corporação de Desenvolvimento e Pesquisa de Cereais (GRDC) considera que o ataque pode atrasar em um ano este projeto, que buscava desenvolver o trigo para combater a obesidade, o diabetes e o câncer de intestino.


Comentário: 
Acho que os agentes do Greenpeace estão certos por terem feito algo para impedir que 

plantações de trigo transgênico continuassem, pois podem causar riscos a saúde e também contaminar outras plantações.

Rede vai monitorar tremores de terra no Brasil

Com financiamento da Petrobras a um custo aproximado de R$ 20 milhões, quatro instituições de pesquisa brasileiras estão montando a primeira rede sismográfica unificada para cobrir todo o território nacional.
Com ela, será possível conduzir estudos mais detalhados do interior da crosta terrestre em solo brasileiro (área de pesquisa hoje ainda pouco explorada) e monitorar, em tempo real, tremores de terra que estão acontecendo em todo o planeta.
No momento, são 67 as estações planejadas, das quais 20 serão de responsabilidade da USP, 20 da UnB (Universidade de Brasília), 15 da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e 12 do ON (Observatório Nacional).

Cada estação tem um sensor de banda larga e um acelerógrafo, dispositivos para o registro de vibrações sísmicas de diferentes intensidades. Uma antena 3G fornece a conexão com o resto da rede via internet.
"Conforme o projeto for evoluindo, podemos colocar mais estações e integrar o sistema com outras instalações já existentes", conta Marcelo Assumpção, do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas) da USP e coordenador do projeto, chamado Brasis.
CONEXÕES
Quanto maior o número de estações, mais precisão os cientistas têm na hora de identificar o local de onde se iniciou um tremor de terra.
Isso acontece porque as ondas de choque do abalo sísmico são disparadas em todas as direções, e diferentes estações as receberão em tempos e intensidades diferentes, de acordo com a distância do epicentro e a composição da crosta naquela região. Triangulando todas as informações, obtém-se o resultado, e quanto mais pontos de observação, mais precisa fica a análise.
O pessoal da USP já tem dez estações instaladas e operando de forma integrada --os dados são compartilhados em tempo real pela internet e processados por um computador--, que identificam automaticamente terremotos de magnitude 5 para cima na escala Richter. "Já registramos tremores no Chile, no Peru, na América Central", relata Assumpção.
Para o monitoramento de abalos no Brasil, contudo, será preciso melhorar a "resolução" da rede, com a instalação de novas estações. Isso porque os tremores registrados no território nacional, que afetam sobretudo o Nordeste do país, raramente ultrapassam a magnitude 3.
Quando isso for possível, contudo, espera-se que o projeto não só alavanque as geociências no Brasil como também cumpra um papel social.
"Poderemos auxiliar ações da Defesa Civil, sempre que necessário", diz Aderson do Nascimento, sismólogo da UFRN. "O Nordeste é uma zona bem sísmica, em que tremores de magnitude 2 são sempre bem sentidos pela população. As pessoas ficam assustadas, e é preciso ter informações sobre o que está acontecendo."
O pesquisador também destaca a importância do trabalho para a área de engenharia civil. "Obras devem levar em conta parâmetros sísmicos que só agora poderão ser incorporados ao seu planejamento", destaca. A expectativa é que a rede já esteja completamente operacional em dois anos.


Comentário:
Um grande avanço do Brasil nas geociências, o que ajudara muito na obtenção de informações para evitar grandes problemas durante abalos sísmicos, tanto para as populações quanto para os animais. 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Brasil vai inaugurar primeiro posto no interior da Antártida

O Brasil inaugura em dezembro sua primeira estação científica no interior da Antártida. O módulo fará monitoramento meteorológico e da qualidade do ar, entre outras pesquisas, e enviará os dados via satélite. A informação foi divulgada pelo jornal "O Estado de S.Paulo".
O país já conta com uma base na Antártida, a Estação Comandante Ferraz, inaugurada em 1984. Ela, no entanto, fica na ilha Rei George, distante mais de 100 quilômetros do continente.
O novo módulo ficará a cerca de 2.500 quilômetros de distância da base brasileira.
Já incluindo os custos de fabricação e transporte, a operação deve custar cerca de US$ 600 mil (R$ 924 mil).
O módulo, construído na Suécia, deverá chegar em breve ao Brasil para ser inspecionado por cientistas e receber mais equipamentos.
"O novo local tem condições climáticas muito mais adversas. Em Comandante Ferraz a média é de -2,8°C, enquanto na nova estação é de cerca de -35ºC", diz Jefferson Simões, coordenador do INCT (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia) da Criosfera e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Com capacidade para abrigar quatro pesquisadores, o módulo não será habitado o tempo todo. Os equipamentos totalmente automatizados permitirão o controle remoto. As visitas devem ser feitas em dezembro, no verão.
De acordo com Simões, um dos principais trabalhos será o monitoramento da composição química do ar.


Comentário: 
É muito bom ver o Brasil aumentando suas pesquisas sobre o meio ambiente, neste caso onde o monitoramento da composição química do ar vai ser um dos principais trabalhos na Ántartida, isso pode trazer muitos ganhos e descobertas para o nosso pais. 

China quer lançar miniestação espacial até o fim deste ano

Enquanto as superpotências espaciais -Estados Unidos e Rússia- e boa parte dos países ricos uniram esforços para criar a ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês), a China vai na contramão. O país está decidido a ter um cantinho só seu em órbita.
O objetivo é ter uma estação espacial completa por volta de 2022. Enquanto isso, no entanto, o país deverá lançar cápsulas menores para testar os sistemas e as tecnologias que serão utilizadas.
O primeiro passo do projeto bilionário -mas sem cifras confirmadas oficialmente por Pequim- é o lançamento de um módulo científico até o fim deste ano.
Batizado de Tiangong-1, ("Palácio Celestial", em chinês), ele funcionará como uma miniestação espacial e passará dois anos em órbita.
Com cerca de 8,5 toneladas, o módulo deverá ser visitado inicialmente pela nave não tripulada Shenzhou-8. A acoplagem será a primeira feita em órbita pela China.
No ano que vem, uma nave levando três taikonautas (como são chamados os astronautas do país) também deve se acoplar ao módulo, que conta com um pequeno laboratório de experimentos.
Até 2015, outros dois módulos muito parecidos deverão ser lançados. O último deles, Tiangong-3, terá capacidade para abrigar três taikonautas por até 40 dias.

PRÓXIMO PASSO
Após os módulos Tiangong, a China espera lançar entre 2020 e 2022 sua estação espacial completa.
De acordo com a Xinhua, a agência de notícias estatal chinesa, a nave será composta de um módulo principal e de dois anexos, projetados para receber diferentes tipos de experimentos científicos.
No entanto, mesmo com três módulos e aproximadamente 60 toneladas, a nova estação será uma nanica perto da ISS, de 471 toneladas. Até a já aposentada estação russa Mir era maior do que o projeto chinês, com suas 130 toneladas.
Em um simpósio na França, em março, Jiang Guohua, engenheiro-chefe do Centro de Pesquisa e Treinamento em Astronáutica de Pequim, destacou que o China não pretende se isolar em seu cantinho no espaço.
"Nós vamos manter a política de nos abrirmos para o mundo", disse ele.
Muita gente, no entanto, duvida que isso vá acontecer. A começar por uma questão básica: o sistema de acoplamento da futura estação.
Embora Jiang tenha afirmado que o projeto seguirá o modelo padrão da ISS, outras autoridades já sinalizam o contrário. A realidade estaria mais próxima de um sistema fechado chinês, uma espécie de Macintosh do espaço.
A principal declaração foi de Yang Liwei, que em 2003 se tornou o primeiro chinês no espaço e atualmente é o vice-diretor do programa tripulado do país.
Em uma audiência transmitida pela internet, ele afirmou que problemas técnicos "estão dificultando a adoção do sistema de acoplamento padrão da ISS".
Representantes da Nasa já elogiaram publicamente o programa espacial chinês. Mas, questionada pela reportagem sobre o envio de astronautas para a futura estação, a agência espacial americana não se manifestou.


Comentário: 
Acho uma ótima iniciativa do Japão de tentar se "desvincular" um pouco dos EUA e outros países ricos, lançando sua própria miniestação espacial, uma ótima forma de obter maiores conhecimentos sobre o universo e assim consequentemente sobre o planeta em que vivemos.