segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Expedição inédita investiga fundo do mar Morto

A agência de notícias Reuters divulgou nesta segunda-feira fotos da expedição inédita no mar Morto.
Neste ano, cientistas descobriram fontes de água doce saindo de crateras com cerca de 5 a 8 metros quadrados de profundidade, além de uma "mistura" de micro-organismos que vivem em fissuras no fundo do mar. Detalhe: em quantidades e variedades surpreendentes que animam os exploradores.

Os trabalhos estão sendo realizados em parceria por duas equipes: os alemães do Instituto de Microbiologia Marinha Max Planck e os israelenses da Universidade Ben Gurion.
O mar Morto está desaparecendo rapidamente. A cada ano, ele perde cerca de 1 metro de água em forma de vapor. Parte do problema é o rio Jordão, que abastece o mar Morto, mas cujas águas estão sendo exploradas para consumo humano.
A pesquisa atual pretende medir a capacidade das fontes de gerar água doce para o mar Morto. Apesar de as águas dele serem as mais salinas do mundo, ele é composto também de água doce.


 Comentário:
Mais um caso em que a ação humana interfere radicalmente na natureza, com toda a tecnologia que possuímos hoje em dia, deveriam ser mais controladas as ações humanas nestes casos para que posteriormente as consequências sejam menores.

Paraná cancela licença ambiental para fábrica de R$ 100 mi

O governo do Paraná cancelou, na última sexta-feira (21), a licença ambiental que havia sido concedida à multinacional Subsea7 para a instalação de uma fábrica de dutos submarinos, utilizados na exploração de petróleo, no litoral do Estado.
A empresa pretendia investir R$ 100 milhões no projeto.
A licença ambiental prévia havia sido concedida em dezembro do ano passado, no final da gestão do ex-governador Orlando Pessuti (PMDB).
A atual diretoria do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), porém, entendeu que a autorização desconsiderou um parecer técnico do próprio órgão, que era contrário ao empreendimento, e resolveu cancelar o licenciamento.
O IAP diz que a questão ambiental era "muito sensível" nesse caso e que várias negociações foram feitas junto à Subsea7 para tentar minimizar os impactos do projeto.
Mesmo assim, o órgão entendeu que os benefícios que a fábrica traria ao Estado não compensariam os danos ambientais, já que a área abriga vegetação nativa de mata atlântica e é viveiro para espécies ameaçadas de extinção, além de estar próximas a áreas indígenas.
A Subsea7 informou que não foi notificada oficialmente do cancelamento da licença ambiental.
Em ocasiões anteriores, a empresa havia dito que não tem alternativas locacionais dentro do Paraná para o projeto --e que, portanto, o cancelamento da licença ambiental a obrigaria a levar o investimento para outro Estado.
A empresa argumenta que os danos ambientais seriam limitados, já que apenas 3% da área total do terreno seria utilizada --o restante seria transformado em unidade de conservação.
Os Ministérios Públicos Estadual e Federal também questionam o empreendimento na Justiça --que não chegou a emitir nenhuma decisão definitiva sobre o caso. Para a Promotoria, a fábrica causaria "danos irreparáveis" ao meio ambiente.


Comentário:
Se um investimento tão grande não compensaria os danos ambientais causados por ele, acho que o governo esta certo em não conceder a licença ambiental.

Buraco na camada de ozônio chega a nível máximo nesta temporada

O buraco na camada de ozônio no hemisfério sul chegou a seu nível máximo anual em 12 setembro, ao alcançar 16 milhões de quilômetros quadrados, o 9º maior dos últimos 20 anos. As informações são da Nasa (agência espacial americana) e da Noaa (Administração Atmosférica e Oceânica dos EUA).
A camada de ozônio protege a vida terrestre ao bloquear os raios solares ultravioleta e sua redução adquire especial importância nesta época do ano, quando o hemisfério sul começa a ficar mais quente.
A Nasa e a Noaa utilizam instrumentos terrestres e de medição atmosférica aérea a bordo de globos e satélites para monitorar o buraco de ozônio no polo Sul, os níveis globais da camada de ozônio na estratosfera e as substâncias químicas artificiais que contribuem para a diminuição do ozônio.
"As temperaturas mais frias na estratosfera causaram neste ano um buraco de ozônio maior que a média", disse Paul Newman, cientista-chefe do Centro Goddard de Voos Espaciais da Nasa.
"Embora fosse relativamente grande, a área do buraco de ozônio neste ano estava dentro da categoria que esperávamos, dado que os níveis químicos de origem humana persistem na atmosfera", lamentou.
O diretor da divisão de Observação Mundial da Noaa, James Butler, afirmou que o consumo dessas substâncias que destroem o ozônio diminui pouco a pouco devido à ação internacional, mas ainda há grandes quantidades desses produtos químicos causando danos.
No entanto, a maioria dos produtos químicos permanece na atmosfera durante décadas.
A Noaa esteve monitorando o esgotamento do ozônio no mundo todo, incluindo o polo Sul, de várias perspectivas, utilizando globos atmosféricos durante 24 anos para recolher os perfis detalhados dos níveis de ozônio, assim como com instrumentos terrestres e do espaço.


Comentário:
Com certeza a preocupação mundial com a camada de ozônio deveria ser maior, mas isto esta fora da realidade do dia-a-dia de muitas pessoas e por isso talvez as populações não tomem medidas para que seus governos façam projetos para a diminuição das emissões. 

Air France testa voo com metade das emissões de CO2

A companhia Air France e o fabricante aeronáutico Airbus realizaram na quinta-feira (13) um voo comercial entre Toulouse e Paris movido a uma mistura de biocombustíveis que permitiu reduzir pela metade as emissões de dióxido de carbono (CO2).
O experimento foi apresentado como o voo com a menor emissão de gases poluentes do mundo. O trajeto foi feito por um Airbus A321 no qual metade do combustível foi obtido com azeites usados. Além disso, o peso de diversos equipamentos, como dos assentos e de materiais usados na cabine, foram reduzidos.
Foram aperfeiçoados os procedimentos nos aeroportos de saída e chegada, nas operações de decolagem e aterrissagem e durante o voo, com o objetivo de economizar combustível.
Ao querosene foram acrescentados 50% de uma espécie de biocarburante elaborado por hidrotratamento. No final, a emissão de CO2 por passageiro e quilômetro ficou em 54 gramas, metade do consumido normalmente.
Para minimizar ainda mais o uso de combustível, a energia usada para a climatização em terra foi feita com geradores elétricos. Após pousar na pista do aeroporto, a aeronave desligou um de seus motores.
A busca durante todo o trajeto de uma velocidade ótima ainda permitiu reduzir em 10 % o combustível empregado. Com as medidas, a companhia espera economizar 1.700 toneladas de combustível.
A Air France assinalou em comunicado que está realizando "uma política ambiciosa para melhorar a eficácia energética de seus aviões". Nesse sentido, indicou que a idade média de sua frota é de 8,9 anos para as aeronaves de trajetos longos e de 9,5 anos para percursos menores.


Documentário:
Uma ótima iniciativa em tempos como este em que devemos tentar diminuir as emissões de poluentes ao máximo, mas que poucos realmente tentam.

Incêndio devasta reserva ecológica próxima à Chapada Diamantina

Um incêndio de grandes proporções está devastando uma área de proteção ambiental na região da Chapada Diamantina, no sudoeste da Bahia.

A reserva particular de proteção natural fica na serra do Capa Bode, no município de Mucugê (a 438 km de Salvador).
Desde a noite desta segunda-feira (3), cerca de 200 hectares foram queimados --isso representa dois terços da reserva, que fica próxima ao Parque Nacional da Chapada Diamantina.
Para efeito de comparação, um campo de futebol equivale aproximadamente a um hectare.
O secretário de Meio Ambiente de Mucugê, Euvaldo Riveiro Júnior, disse que cerca de 15 homens estão combatendo o fogo desde o início da manhã desta terça-feira. O difícil acesso à reserva atrapalha o controle do fogo.
Com cerca de 11 mil habitantes, Mucugê não tem quartel do Corpo de Bombeiros, e a prefeitura pediu reforço para cidades vizinhas.
"É uma região de mata nativa sobre as rochas de chapada. Estamos fazendo o que podemos para evitar que a reserva seja toda destruída", disse Ribeiro.
Nessa época do ano, disse o secretário, chove pouco na região da chapada, e incêndios são comuns. A causa do fogo ainda não foi determinada.


Comentário:
Como incêndios são comuns nessa época, acho que deveria a ver um controle maior sobre essa área para que ecossistemas não sejam destruídos.