quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Brasil 'protege árvores mas não pessoas' na Amazônia, diz jornal

Uma reportagem do jornal britânico "The Guardian" afirma que o Brasil "protege as suas árvores, mas não as pessoas" na Amazônia.
Para o jornal, "progresso em reduzir desmatamento é ofuscado por assassinatos brutais".
A reportagem de página inteira assinada de Marabá, no Pará, aborda a prática recorrente de assassinatos de ambientalistas na região Norte do país, o mais recente, do ativista José Cláudio Ribeiro da Silva e sua esposa, Maria do Espírito Santo.
Ambos "foram os mais recentes de uma série de ambientalistas assassinados pela causa na Amazônia brasileira", afirma a reportagem.
Após 15 anos de campanha contra madeireiros ilegais, produtores de carvão vegetal e pecuaristas, ambos foram mortos perto de casa em maio.
"Nos últimos anos, o governo brasileiro fez progresso significativo na contenção da destruição da maior floresta tropical do mundo, reduzindo a área de floresta perdida de 27 mil quilômetros quadrados em 2004 para apenas 6 mil quilômetros quadrados no ano passado", nota a reportagem.
"Mas uma onda de assassinatos brutais sublinhou uma verdade desconfortável: as autoridades podem parar a derrubada das árvores até certo ponto, mas não o abate dos ambientalistas."
A reportagem lembra que a morte de Zé Cláudio, como era conhecida a vítima mais recente, foi o caso mais proeminente de execução de ativistas na Amazônia desde o assassinato da missionária americana Dorothy Stang no Pará em 2005.
Ele tinha "anunciado" a sua própria morte seis meses antes de ser executado.
"Poucos acreditam que estas mortes serão as últimas. Muitas partes da Amazônia brasileira continuam proibidas para ambientalistas, enquanto autoridades ambientais só viajam para certas regiões sob escolta da polícia fortemente armada com rifles e apoio de helicóptero."
Entrevistados pelo jornal acreditam que o governo poderia ter feito mais para proteger Zé Cláudio e sua esposa. Assustada, a família nunca mais voltou para casa, em um assentamento florestal.


Comentário:
Uma realidade que talvez poucos conheçam, que demonstra o pouco que sabemos sobre o que realmente acontece na Amazônia.

Ibama reforçará proteção de 'árvore da Lua' em Brasília

Para comemorar o Dia da Árvore, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) vai reforçar nesta quarta-feira a proteção de um exemplar especial do bosque da sede da entidade em Brasília: a árvore da Lua.
Liquidambar styraciflua plantada no Ibama, conhecida popularmente como "sweet gum", liquidâmbar ou árvore do âmbar, nasceu de uma semente que viajou à Lua na missão espacial norte-americana Apollo 14, em 1971.
O exemplar do Ibama foi plantado em 1980 e é uma das centenas de árvores da Lua espalhadas pela Terra, a maioria nos Estados Unidos, inclusive uma plantada na Casa Branca.
As sementes --mais de 400-- foram levadas ao espaço pelo astronauta Stuart Roosa para avaliar o efeito da gravidade zero e da alta radiação sobre as árvores que cresceriam a partir delas.
Na volta da missão, as sementes foram germinadas pelo Serviço Florestal dos Estados Unidos e distribuídas por cidades americanas e alguns países, entre eles o Brasil, a Suíça e o Japão.
Além da liquidâmbar do Ibama em Brasília, há outra árvore da lua em solo brasileiro: um pau-brasil plantado no município de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul.
A árvore da Lua do Ibama será declarada imune ao corte, conforme prevê o Artigo 7° do Código Florestal Brasileiro, que garante a proteção incondicional a uma arvore reconhecida por ato do Poder Público, "por motivo de sua localização, raridade, beleza ou condição de porta-sementes".


Comentário:
Acho que é uma ótima decisão de proteger algo tão raro.

Águas-vivas estão substituindo peixes no mar, diz estudo

Elas são lerdas, gelatinosas, desengonçadas e usam um sistema de caça considerado primitivo. Ainda assim, as águas-vivas estão conseguindo substituir sardinhas, anchovas e outros peixes no domínio dos mares.
A mudança acontece principalmente nas regiões onde a pesca predatória dizimou as espécies dominantes.
Muitos cientistas apostavam que a supremacia desses gigantes gelatinosos seria apenas temporária.
Afinal, criaturas lentas, normalmente cegas e com uma estratégia de caça que exige contato direto com a presa não conseguiriam competir com peixes rápidos e de boa visão, certo?
Um grupo de pesquisadores acaba de mostrar que não é bem assim. Surpreendentemente, os invertebrados são excelentes predadores.
Em uma compilação de vários trabalhos, os cientistas -liderados por José Luiz Acuña, da Universidade de Oviedo, na Espanha- compararam dados como velocidade, padrão de deslocamento e potencial de caça das águas-vivas e de certos peixes comedores de plâncton (organismos minúsculos, como algas e larvas de animais, que boiam no mar).
Eles perceberam que, descontando as diferenças da composição química entre os bichos, águas-vivas e peixes como sardinhas têm taxas de crescimento e reprodução que são muito semelhantes.
"A habilidade competitiva de um predador depende não apenas da captura de presas e das taxas de ingestão mas também de quão eficiente a energia obtida se traduz no crescimento do corpo e aumento da população", diz o estudo publicado na revista especializada "Science".
Embora o corpão da água-viva desfavoreça seu deslocamento, ele aumenta as chances de contato com as presas, garantindo mais comida.
A estratégia de flutuar, em vez de perseguir vigorosamente a caça, também não é má ideia. Desse jeito, elas economizam muita energia. E vão, lentamente, transformando os oceanos.


Comentário:
Isso mostra como a natureza se transforma com tempo, e o quanto pequenos detalhes podem interferir de modo positivo ou negativo no desenvolvimento das espécies.

Incêndio em floresta da USP foi criminoso, diz Ibama

O fogo que destruiu grande parte do maior banco genético de mata atlântica de interior da USP em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) foi criminoso, de acordo com o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente).

A conclusão é de uma análise feita por Celso Luiz Ambrósio, técnico do instituto em Ribeirão, depois de 15 dias de estudos no local. O relatório detalhado sobre as causas da queima será apresentado na quinta-feira (8).
O incêndio na floresta da USP em Ribeirão Preto aconteceu em 16 de agosto e consumiu 82 hectares de área verde. No local, haviam sido plantadas 44 mil mudas de árvores a partir de sementes de 3.375 árvores matrizes.
As coletas e plantio do banco genético aconteceram de 1998 a 2002, de acordo com Elenice Mouro Varanda, coordenadora do Ceeflor (Centro de Estudos e Extensão Florestal) da USP em Ribeirão Preto.
Segundo Varanda, será preciso esperar as chuvas e a recuperação natural das árvores para saber quais foram totalmente queimadas pelo fogo e quais vão rebrotar. As espécies replantadas levarão ao menos dez anos para atingir a maturidade.

  Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/971209-incendio-em-floresta-da-usp-foi-criminoso-diz-ibama.shtml

Comentário:
Um crime ambiental, que causará danos ao próprio criminoso que estupidamente esqueceu que estava destruindo o lugar onde vive.