terça-feira, 29 de novembro de 2011

Clima extremo aumentará pobreza no mundo, diz ONG

A população pobre será uma das mais prejudicadas com o clima extremo previsto para os próximos anos pela ONU, comentou a conselheira para assuntos políticos da ONG Oxfam, Kelly Dent, nesta terça-feira.

O anúncio foi feito após a agência de meteorologia da ONU, a WMO (World Meteorological Organization), ter divulgado seu relatório sobre o clima global em 2011, que apontou o ano como o décimo mais quente, além de uma redução na extensão do gelo do Ártico.
"O ano de 2001 foi marcado pelo clima extremo que puniu os pobres do mundo e colaborou para enviar milhões à fome e à pobreza", disse ela.
A conselheira lembrou que as enchentes na Ásia mataram mais de 1.100 pessoas e fizeram com que o preço do arroz no Vietnã, um dos itens básicos da alimentação na região, subisse cerca de 30%.
"O tempo e a elevação da temperatura são uma ameaça às pessoas vulneráveis no mundo", salientou.
Nesta semana, a ONG fez fez um alerta sobre as implicações da mudança climática na abertura da COP-17 (17ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas), na segunda-feira, em Durban, na África do Sul.
Segundo o Oxfam, o abastecimento alimentar pode ser prejudicado em nível global, com impacto nas colheitas e nos preços dos alimentos, provocando a escassez de comida, desestabilizando os mercados e precipitando a alta dos preços.
O estudo lista como exemplos a seca no Chifre da África, que causou a maior crise humanitária das últimas décadas, os tufões do Sudeste Asiático, no Vietnã e Tailândia, assim como os incêndios em Rússia e Ucrânia.

Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1013720-clima-extremo-aumentara-pobreza-no-mundo-diz-ong.shtml
Comentário:

É triste ver que os primeiros a serem afetados pelo aquecimento global sejam as pessoas mais pobres que as vezes nem tem culpa do que é causado pelos outros.

Brasil tentará consenso para salvar Protocolo de Kyoto em Durban

O Brasil quer evitar, durante a conferência anual de clima da ONU, em Durban, que o Protocolo de Kyoto "morra". A afirmação é do embaixador André Corrêa do Lago, diretor do departamento de Meio Ambiente do Itamaraty.

A preocupação do Brasil tem como base as ameaças de que Rússia, Japão e Canadá abandonem o conjunto de compromissos para reduzir as emissões de gases do efeito estufa que diferencia países desenvolvidos dos emergentes, a exemplo dos Estados Unidos, que não ratificaram o tratado por temerem prejuízos econômicos e por discordarem da isenção às economias emergentes.
O Protocolo de Kyoto, aprovado em 1997, obriga quase 40 países desenvolvidos a reduzirem suas emissões de gases do efeito estufa.
O protocolo expira em outubro de 2012, antes da conferência anual sobre o clima do ano que vem, marcada para novembro.
"Se deixar morrer Kyoto, há praticamente um consenso de que você nunca mais vai chegar a um acordo total", disse o embaixador a jornalistas.
Dentre os pontos que o Brasil irá defender na conferência, que ocorrerá em Durban, na África do Sul, entre 28 de novembro e 9 de dezembro, estão a aprovação do segundo turno de compromissos do Protocolo de Kyoto, e a discussão de um "molde" para o Fundo Verde, idealizado em 2010 para financiar os esforços ambientais de países em desenvolvimento.
Um dos obstáculos citados por Lago que influencia diretamente na concretização do Fundo é a atual crise econômica internacional.
Segundo o embaixador, a crise "inegavelmente tem um impacto preocupante", uma vez que as negociações climáticas envolvem os aspectos econômicos dos países.
Uma série de embates envolve a discussão sobre a continuidade do Protocolo de Kyoto. Países em desenvolvimento defendem que os ricos assumam a liderança no corte de emissões, enquanto países como o Japão ameaçam deixar o protocolo se grandes emissores como China e EUA não tiverem metas obrigatórias.
De acordo com Lago, a União Europeia pode ser um aliada do Brasil, pois "tem interesses" no avanço da negociação sobre Kyoto.
Entretanto, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse na quarta-feira que países emergentes, como Brasil, Índia e China, precisam reduzir suas emissões de efeito estufa.
A expectativa para o encontro entre 200 países em Durban é de que apenas medidas modestas sejam tomadas para cortar as emissões de gases do efeito estufa, apesar dos alertas dos cientistas e de que as condições climáticas extremas provavelmente irão se intensificar em decorrência do progressivo aumento na temperatura do planeta.


Comentário:

Com certeza se o Protocolo de Kyoto terminar antes de ser selado outro acordo, será muito difícil de se estabelecer outro. Os países ricos só pensam em suas próprias economias, isto é fato, esquecem que podem ser ricos mas vão sofrer as consequências de sua ganancia tanto quanto qualquer um na Terra.

Grandes empresas anunciam adesão à energia de fonte eólica

O Deutsche Bank e a Bloomberg se comprometeram nesta sexta-feira a obter 25% de sua energia dos ventos. Todas passarão a exibir um selo para destacar a adesão à energia eólica.
A ideia do selo, que será denominado "WindMade" (feito de vento), foi anunciada pela primeira vez no Fórum Econômico Mundial de Davos, em 2010.
"Acreditamos em dar o exemplo. Aumentamos o uso de energia limpa de 7% para 65% nos últimos quatro anos", afirmou Sabine Miltner, do Deutsche Bank.
"O [selo] WindMade é um passo importante rumo à transparência dos mercados e estamos contentes por nos unirmos a esta nova associação", acrescentou.
As empresas podem usar o selo se pelo menos um quarto de sua energia for eólica. Ele também estabelecerá a proporção de energia eólica na empresa, especificando se sua participação é global, regional ou em m único estabelecimento.
"O governo fez a sua parte e agora depende da comunidade empresarial demonstrar liderança e compromisso com o desenvolvimento de energia limpa. O selo WindMade nos dá um mapa para alcançarmos isto", afirmou Curtis Ravenel, da Bloomberg.
As companhias Method, Better Place, Widex, Droga5, G24 Innovation, Engraw, RenewAire, TTTech, Vestas Wind Systems e PwC DK também fazem parte da iniciativa.



Comentário: 

Se todos tentassem pensar um pouco mais em nossos recursos que não agridem tanto  a natureza, o planeta talvez não estivesse tão agredido.

Organismo unicelular com mais de 10 cm vive no Pacífico

Pesquisadores que voltaram de uma expedição a Fossas das Marianas, no oeste do Pacífico, afirmam que o local abriga organismos unicelulares de mais de 10 cm de comprimento.
Cientistas do Instituto de Oceanografia Scripps, da Universidade da Califórnia, em San Diego, mergulharam câmeras subaquáticas de alta definição, colocadas em bolhas feitas de vidro grosso para suportar a pressão extrema, a fim de captar vídeos dessas criaturas a uma profundidade de 10 mil metros.
Os organismos unicelulares, conhecidos como xenofióforos, são as maiores células individuais que conhecemos no mar profundo, segundo a oceanógrafa do Scripps, Lisa Levin, que flagrou as criaturas no vídeo.
Os xenofióforos muitas vezes atuam como "habitat de estrelas do mar, crustáceos, minhocas e amêijoas [moluscos]", disse ela. "Eles agem como pequenos edifícios residenciais."
Isso significa que, com mais pesquisas, os cientistas poderão ser capazes de identificar mais organismos que vivem nas profundezas do leito oceânico, de acordo com ela.
Esse conhecimento também pode ajudar os cientistas a compreender outras partes do Sistema Solar.
"A Nasa [agência espacial americana] acredita que pode haver uma analogia entre o que encontramos no fundo dos oceanos e o que, potencialmente, poderia ser encontrado na lua de Júpiter chamada Europa", afirmou Kevin Hardy, engenheiro cientista do Scripps que participou da expedição.
O grupo foi parcialmente financiado pela Nasa, e a pesquisa ainda não foi publicada em um periódico científico.



Comentário:

Não pensaríamos primeiramente que o estudo sobre as profundezas do oceano na Terra poderiam ajudar a descobrir um pouco mais sobre o que existe fora dela. Mas acho que antes de pensar nisso, deveríamos tratar de cuidar de nosso planeta, que fazemos questão de destruir, em vez de tentar descobrir o que há no universo.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Expedição inédita investiga fundo do mar Morto

A agência de notícias Reuters divulgou nesta segunda-feira fotos da expedição inédita no mar Morto.
Neste ano, cientistas descobriram fontes de água doce saindo de crateras com cerca de 5 a 8 metros quadrados de profundidade, além de uma "mistura" de micro-organismos que vivem em fissuras no fundo do mar. Detalhe: em quantidades e variedades surpreendentes que animam os exploradores.

Os trabalhos estão sendo realizados em parceria por duas equipes: os alemães do Instituto de Microbiologia Marinha Max Planck e os israelenses da Universidade Ben Gurion.
O mar Morto está desaparecendo rapidamente. A cada ano, ele perde cerca de 1 metro de água em forma de vapor. Parte do problema é o rio Jordão, que abastece o mar Morto, mas cujas águas estão sendo exploradas para consumo humano.
A pesquisa atual pretende medir a capacidade das fontes de gerar água doce para o mar Morto. Apesar de as águas dele serem as mais salinas do mundo, ele é composto também de água doce.


 Comentário:
Mais um caso em que a ação humana interfere radicalmente na natureza, com toda a tecnologia que possuímos hoje em dia, deveriam ser mais controladas as ações humanas nestes casos para que posteriormente as consequências sejam menores.

Paraná cancela licença ambiental para fábrica de R$ 100 mi

O governo do Paraná cancelou, na última sexta-feira (21), a licença ambiental que havia sido concedida à multinacional Subsea7 para a instalação de uma fábrica de dutos submarinos, utilizados na exploração de petróleo, no litoral do Estado.
A empresa pretendia investir R$ 100 milhões no projeto.
A licença ambiental prévia havia sido concedida em dezembro do ano passado, no final da gestão do ex-governador Orlando Pessuti (PMDB).
A atual diretoria do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), porém, entendeu que a autorização desconsiderou um parecer técnico do próprio órgão, que era contrário ao empreendimento, e resolveu cancelar o licenciamento.
O IAP diz que a questão ambiental era "muito sensível" nesse caso e que várias negociações foram feitas junto à Subsea7 para tentar minimizar os impactos do projeto.
Mesmo assim, o órgão entendeu que os benefícios que a fábrica traria ao Estado não compensariam os danos ambientais, já que a área abriga vegetação nativa de mata atlântica e é viveiro para espécies ameaçadas de extinção, além de estar próximas a áreas indígenas.
A Subsea7 informou que não foi notificada oficialmente do cancelamento da licença ambiental.
Em ocasiões anteriores, a empresa havia dito que não tem alternativas locacionais dentro do Paraná para o projeto --e que, portanto, o cancelamento da licença ambiental a obrigaria a levar o investimento para outro Estado.
A empresa argumenta que os danos ambientais seriam limitados, já que apenas 3% da área total do terreno seria utilizada --o restante seria transformado em unidade de conservação.
Os Ministérios Públicos Estadual e Federal também questionam o empreendimento na Justiça --que não chegou a emitir nenhuma decisão definitiva sobre o caso. Para a Promotoria, a fábrica causaria "danos irreparáveis" ao meio ambiente.


Comentário:
Se um investimento tão grande não compensaria os danos ambientais causados por ele, acho que o governo esta certo em não conceder a licença ambiental.

Buraco na camada de ozônio chega a nível máximo nesta temporada

O buraco na camada de ozônio no hemisfério sul chegou a seu nível máximo anual em 12 setembro, ao alcançar 16 milhões de quilômetros quadrados, o 9º maior dos últimos 20 anos. As informações são da Nasa (agência espacial americana) e da Noaa (Administração Atmosférica e Oceânica dos EUA).
A camada de ozônio protege a vida terrestre ao bloquear os raios solares ultravioleta e sua redução adquire especial importância nesta época do ano, quando o hemisfério sul começa a ficar mais quente.
A Nasa e a Noaa utilizam instrumentos terrestres e de medição atmosférica aérea a bordo de globos e satélites para monitorar o buraco de ozônio no polo Sul, os níveis globais da camada de ozônio na estratosfera e as substâncias químicas artificiais que contribuem para a diminuição do ozônio.
"As temperaturas mais frias na estratosfera causaram neste ano um buraco de ozônio maior que a média", disse Paul Newman, cientista-chefe do Centro Goddard de Voos Espaciais da Nasa.
"Embora fosse relativamente grande, a área do buraco de ozônio neste ano estava dentro da categoria que esperávamos, dado que os níveis químicos de origem humana persistem na atmosfera", lamentou.
O diretor da divisão de Observação Mundial da Noaa, James Butler, afirmou que o consumo dessas substâncias que destroem o ozônio diminui pouco a pouco devido à ação internacional, mas ainda há grandes quantidades desses produtos químicos causando danos.
No entanto, a maioria dos produtos químicos permanece na atmosfera durante décadas.
A Noaa esteve monitorando o esgotamento do ozônio no mundo todo, incluindo o polo Sul, de várias perspectivas, utilizando globos atmosféricos durante 24 anos para recolher os perfis detalhados dos níveis de ozônio, assim como com instrumentos terrestres e do espaço.


Comentário:
Com certeza a preocupação mundial com a camada de ozônio deveria ser maior, mas isto esta fora da realidade do dia-a-dia de muitas pessoas e por isso talvez as populações não tomem medidas para que seus governos façam projetos para a diminuição das emissões.